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CIDADE

Enviado em 18/03/2011

Design

Da Emoção à Razão

Por Michele Gubert

No mundo moderno, as tendências se equiparam. O que pode ser moda no segmento do vestuário, pode ter uma igualdade de linhas, de componentes, de afinação, em outros segmentos, como o automotivo, seguindo caminhos parecidos em alguns importantes detalhes. Assim unem-se as experiências de traçar as linhas de um automóvel futurístico ao mesmo tempo em que traçam as linhas de uma vestimenta ultra-moderna e atraente. É o serviço elaborado pelos designers, que presentemente atuam nos mais diferentes setores da produção no mundo, alguns bem realistas e outros bem futuristas.

Designer de moda
É a partir da produção das coleções industrializadas que se dá o início da organização profissional da moda que conhecemos na atualidade.
Centralizados ou reservados a um canto da roupa, eles também tinham a responsabilidade de marcar este design voltado para o passado, o linck entre o glamour e os carros de luxo estão sempre de olho no futuro. Um retrô reinventado, remodelado e uma utilização da história da moda que serve como base referencial para novas criações.
Design de Moda até então pertence às costureiras de bairro, alfaiates e “masons” localizadas no centro da cidade, as famosas casas de moda de alta costura como a “Vogue”, onde as descendentes de famílias tradicionais e quatrocentonas buscam modelos europeus e brasileiros.

O que é ser um designer de moda?
O designer de moda é o profissional que usa suas habilidades, imaginação e criação gráfica para a confecção de desenhos modelo nas mais diversas áreas, como roupas, acessórios, decoração, etc. Esses profissionais mantém suas experiências pessoais como referências que agregam valor as suas criações e interferências nos processos criativos ou produtivos, a partir da junção de conceitos, gostos, sensibilidade, tendências, conhecimentos, embasamentos científicos e muita técnica. Sua busca deve transpor os limites do mundo fashion, abrangendo pesquisas nas mais variadas áreas, de maneira globalizada.
Diferentemente de um estilista - profissional que lida com o mercado e com a marca a ser atribuída às peças confeccionadas - o designer de moda é o fornecedor de material para a composição de desfiles, de ambientes decorativos, etc.

Principais atividades do Designer de Moda
O designer de moda pode atuar em diversas atividades, como na própria confecção de novos modelos direcionados à desfiles ou venda, e também na produção terceirizada, ou seja, fabricação de roupagem para outras marcas e/ou empresas. O designer deve procurar os tecidos, fabricá-los, vendê-los ou reproduzí-los.
Numa ordem lógica dos procedimentos da confecção, o designer atribui: procura do tecido ou material, desenho e criação de modelos, corte e costura (no caso de roupas).

Designer Automotivo
O designer dentro do setor automotivo atualmente faz uso de modernos recursos tecnológicos, para atuar dentro dos novos paradigmas da Produção Industrial como a Lean Manufacturing, a Qualidade Total, Kanban, Kaizem, e Just in Time. Estes profissionais tem a missão de desenhar os novos carros, sempre enquadrando-os dentro das possibilidades de engenharia, tendo como o visual o conforto e o rendimento, suas primíçias principais. Os carros-conceitos traduzem bem a finalidade do design automotivo. O Design automobilístico ou design automóvel visa a tornar os veículos produtos de consumo com identidade própria, além de buscar aperfeiçoamentos técnicos como maior segurança, uso de materiais ecológicos, conforto e apelo visual. Nos dias atuais, o design de um automóvel é primordial para seu sucesso junto ao público alvo. Alguns conceitos de design foram tão eficientes que tornaram certos automóveis em ícones culturais ou de uma época.

O Automóvel vai da Emoção à Razão
O design automobilístico não só visa à aparência comercial como também se preocupa com conceitos de construção em geral. Por exemplo, como encaixar um motor v-12 em um carro de pequenas dimensões, mantendo os padrões de estética, praticidade e segurança.
Assim como a história possui duas faces – a dos sucessos e a dos fracassos – também o design nos oferece duas maneiras de vermos as coisas, a da razão e a da emoção. Sem dúvida alguma o automóvel é um dos produtos com maior carga emocional de todos os já criados pelo homem. Além de sua função básica como meio de transporte, ele ainda desempenha um notável papel como símbolo de status e de sedução. Nesse contexto, nada mais adequado que a valorização das belas formas escultóricas de uma carroceria, invariavelmente carregada de forte simbologia.
As diversas empresas multinacionais instaladas no Brasil possuem núcleos locais de design de automóveis, tais como a Volkswagen, General Motors, Fiat, Ford e mais recentemente a Renault. Essa prática vai de encontro à necessidade de apresentar soluções que se adaptem à necessidade local de produtos resistentes, de baixo custo de aquisição e que tenham forte apelo emocional. O papel de um designer, tanto na moda, como no automotivo é “inventar” e exemplos claros disso temos a vista diariamente, em vários modelos, mas só para citar uns exemplos efetivos, o Kia Soul, o Citroen Aircross, o Audi R8, algumas Ferrari, Porscher e outros afins. Linhas diferentes e modernas e também as linhas retrôs, como o PT Cruiser.
 

 

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