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GASTRONOMIA

Enviado em 07/10/2010

Brazuca

Restaurante Verde e Amarelo

Por Tiago Cidade

Sérgio e Marly, casal à frente do Brazuca
Sérgio e Marly, casal à frente do Brazuca

Relembrar do passado nos transporta quase que instantaneamente para a infância. O primeiro dia de aula, as brincadeiras com os amigos, uma briga de rua. Mas a memória não guarda somente lembranças superficiais; muitas vezes, elas vêm apoiadas em nossos sentidos. Quem não recorda da dor daquela queda de bicicleta, da música daquele comercial engraçado ou do cheirinho que impregnava a cozinha da nossa casa na hora do almoço? Se me perguntassem quais dessas lembranças vêm primeiro à cabeça, seria categórico ao responder a terceira opção. Afinal, quem não sente saudades do tempo em que a nossa única preocupação era brincar a manhã toda e voltar para casa na hora do almoço? No Brazuca, Restaurante Verde e Amarelo de Caxias do Sul, essas lembranças certamente virão à tona.
O título sugestivo do local, que abriu as portas à comunidade caxiense no dia 02 de agosto deste ano, dá a ideia do cardápio oferecido ali: comida típica brasileira. Mas a proposta é mais simples do que o título possa expressar. O objetivo é proporcionar aos clientes um retorno às próprias origens, através do olfato e do paladar, por meio da boa comida caseira. Comida que nasce das experiências culinárias de uma mulher que dedicou anos de sua vida proporcionando a família momentos agradáveis e inesquecíveis na hora do almoço e do jantar. O nome dessa mulher é Marly Ivone Marcanzoni Ribeiro.
Natural de Bom Jesus, a cozinha sempre foi um dos lugares prediletos de Marly. Costureira de profissão, gostava de cozinhar, não só para a família, mas também para os amigos do filho Nauri Ribeiro, que fazia questão que os amigos experimentassem as delícias feitas pela mãe. Foi Nauri quem ajudou a mãe e o padrasto Sérgio Jung a elaborar o cardápio do restaurante. “Quando começamos a pensar no cardápio, lembrei das coisas que ela fazia quando eu era criança e percebi que era algo que não se encontra muito por aqui: carne de panela, feijão mexido, quirera”, explica. Segundo ele, a experiência culinária da mãe colaborou para a essência do negócio. “Ela tentou trazer para o Brazuca aquilo que ela faz em casa mesmo, nada industrial. Trazer realmente a comida caseira”. E é a comida caseira com o gostinho típico brasileiro que pode ser encontrado no Brazuca.
Aberto de segunda a sábado, a partir das 11h da manhã, o restaurante oferece um cardápio diversificado em um buffet a quilo, onde os clientes podem experimentar um pouquinho de cada prato. Escondidinho, Vaca Atolada, Quirera com Costelinha, Feijão Tropeiro, Galinhada, Dobradinha. Esses são alguns dos pratos que, durante a semana, podem ser provados no Brazuca. Todos os dias reservam uma surpresa diferente, uma nova experiência gastronômica. Com duas funcionárias, Marly não sai de perto da cozinha um minuto sequer até que a comida esteja pronta. Ela fica de olho em todos os detalhes, para que os pratos sejam preparados com o rigor de higiene e qualidade, garantindo o sabor da comida caseira. “Eu entro na cozinha às 7h30 e saio só as 11h30 para servir no salão. Depois volto para a cozinha e fico até as 20h preparando tudo, para entregar prontinho para as cozinheiras”, conta. Segundo ela, essa “supervisão” é herança de família, de sua mãe Luiza Marcon, cozinheira de mão cheia que lhe ensinou todos os segredos da boa culinária caseira. “Ela começava a cozinhar cedinho da manhã. Era quase como um ritual: um dia inteiro a favor da comida”.

Mas não são somente os pratos quentes que fazem parte do delicioso cardápio do restaurante. As sobremesas também seguem à risca o propósito da casa. Ambrosia, Arroz Doce, Pudim, Sagú. Tudo com o gostinho caseiro, passado de geração para geração. “Tem gente que trabalha por perto e mesmo trazendo o almoço de casa, não abre mão de passar aqui e experimentar as nossas sobremesas”, conta Marly.
Um dos diferenciais do Brazuca é o atendimento. Sérgio Jung, companheiro de Marly, trabalha ao lado da esposa e enquanto ela toma conta do buffet e do caixa, ele recebe os clientes com uma recepção calorosa, resultado de 22 anos dedicados a profissão de garçom. Para ele, o sucesso de um restaurante não está somente na qualidade daquilo que é servido, mas no bom atendimento aos clientes. “Eu me sinto bem em estar próximo ao cliente, em serví-lo bem. Assim, ele experimente boa comida e é acolhido como se fosse da família. Essa é a nossa missão”, ressalta.
A proposta do casal é transformar o Brazuca, Restaurante Verde e Amarelo em um ponto gastronômico obrigatório para os caxienses e principalmente para os turistas. “Um lugar que ofereça um pouquinho do gosto de cada região do país e principalmente que todos sintam-se bem acolhidos aqui”, ressalta Marly.
 

VEDETE DA CASA

Servida todo o sábado, a Feijoada é um dos pratos mais populares da casa. Feijão preto, paio, costelinha, orelha, rabo e pé de porco e temperos. Com acompanhamentos diversos. Destaque para o Arroz Carreteiro e a Salada de Laranja.

PARA CONFERIR

Brazuca, Restaurante Verde e Amarelo
Av. Julio de Castilhos, 825, Lurdes – Caxias do Sul
Contato: (54) 3021-6797
Horário de atendimento
Segunda a sábado, a partir das 11h.
Investimento:
Segunda à Sexta: R$ 19,90 o quilo – R$ 10,50 livre
Sábado: R$ 22,00 o quilo – R$ 15,00 livre

 

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